quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ERROS COMUNS EM BRASÕES DE DOMÍNIO

FATO INTERESSANTE


Os brasões de domínio(também chamado de domicílio) são as formas de representação mais expressivas das comunidades e revelam todas as peculiaridades do município. No caso do brasão de Contagem/MG podemos ressaltar um fato super interessante: A AUSÊNCIA DE UMA COROA MURAL. A coroa mural (coroa acima do escudo) representa toda a evolução político-administrativa das comunidades e é assim representada: - coroa mural de 3 torres é para aldeia; - coroa mural de 4 torres é para vilas; - coroa mural de 5 torres é para cidades. Vale ainda lembrar que a coroa mural de 5 torres subdivide-se em duas categorias: - coroa mural de 5 torres em prata para cidades e coroa mural de 5 torres em ouro é privativa de cidade capital de Estado. O brasão de Contagem não existe coroa, ou seja, para os especialistas da lei heráldica (tão difundida na Europa), não há como distinguir a categoria da comunidade que ostenta este escudo (brasão). Ainda é tempo de mudar.




COMPARATIVO





Um comentário:

  1. Mestre no Brasil, durante o período da Colônia (1500 a 1822), apenas quinze brasões de armas (Brasões domiciliares) foram entregues às cidades e capitanias reais, sendo seis concedidas pelos portugueses e nove pelos holandeses[8].

    Nenhum deles fazia uso da coroa mural, apenas das coroas reais: São Luís do Maranhão (por uma coroa de duque); Itamaracá, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. No período do Império (1822 a 1891), não houve a criação de novos brasões, a exceção do Distrito Federal (atual Rio de Janeiro) — que em na versão de 1858 era encimado por uma coroa mural — e do de Santos.

    Com o advento da República (15 de novembro de 1891), e expansão das cidades, novos brasões de armas foram confeccionados por heraldista como Visconde de Taunay, José Wasth Rodrigues, Guilherme de Almeida, entre outros. Entre os brasões criados por eles, figuravam comumente a coroa mural com três ou quatro torres aparentes, em ouro (esta cor sendo escolhida por ser utilizada pelas cidades em primeira grandeza da heraldica francesa).

    No final do século XIX e início do século XX, a coroa mural já vinha sendo usada nos brasões municipais paulista, que teve origem com a adoçăo do brasão de Campinas-SP, encimado por uma coroa mural de quatro torres, em dezembro de 1889. Também em novembro de 1924, quando se deu a emancipaçăo de Americana, já haviam sido instituídos os brasőes de armas de Porto Feliz e Itu, ambos com coroas murais de quatro torres.

    Atualmente, os brasões mais recentes tendem a seguir o padrão heráldico estipulado em Portugal, a partir de 1930, onde as capitais possuem brasões com cinco torres em ouro, e as demais cidades possuem brasões com coroas murais de prata, com cinco torres aparentes. Alguns brasões criados no início do século XX, tal como o da cidade de São Paulo, foram reformados para seguir esse padrão.

    No entanto, como não há uma regulamentação da heráldica brasileira, encontram-se vários brasões municipais sem coroas murais ou que não seguem esse modelo português — seja no número de torres ou com esmaltes diferentes das normas heráldicas.

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